Política pública idealizada na gestão de Beto Fantinel já destinou mais de 400 toneladas de alimentos no RS

Funcionário carrega uma empilhadeira com sacos de alimentos

Uma das políticas públicas estruturadas durante a gestão de Beto Fantinel à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) segue ampliando seus resultados no Rio Grande do Sul. O Governo do Estado concluiu mais uma etapa da entrega de alimentos aos Pontos Populares de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PPSSAN), iniciativa criada para fortalecer organizações da sociedade civil que atuam no combate à fome e na oferta gratuita de refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Nos últimos cinco meses, foram distribuídas mais de 400 toneladas de alimentos e 19 mil dúzias de ovos para 294 iniciativas selecionadas por edital. Até setembro de 2026, a previsão é ultrapassar 750 toneladas de alimentos e 37 mil dúzias de ovos entregues em 30 municípios gaúchos.

Para o deputado estadual Beto Fantinel, a continuidade da política demonstra a importância de criar ações permanentes de enfrentamento à insegurança alimentar.

“Quando estruturamos essa estratégia na Secretaria de Desenvolvimento Social, nosso objetivo era reconhecer e fortalecer quem já fazia um trabalho essencial nas comunidades. São cozinhas solidárias, bancos de alimentos, hortas comunitárias e diversas iniciativas que conhecem a realidade dos seus territórios e chegam onde muitas vezes o poder público tem mais dificuldade de alcançar”, destacou.

Política inédita no Rio Grande do Sul

A iniciativa teve origem a partir da criação da Estratégia Estadual de Fomento aos PPSSAN, instituída pelo Decreto nº 57.791/2024, elaborado durante a gestão de Fantinel na Sedes. Pela primeira vez, o Estado passou a reconhecer oficialmente iniciativas comunitárias voltadas à segurança alimentar, permitindo que elas recebessem apoio técnico, financeiro e acesso a programas de distribuição de alimentos.

Atualmente, mais de 448 iniciativas já foram reconhecidas pelo governo estadual.

Entre os beneficiados está a Cozinha Solidária da Rita, localizada no bairro Mario Quintana, em Porto Alegre. Segundo a coordenadora Rita de Cássia Gallebrum, o apoio recebido permitiu ampliar o número de refeições oferecidas à comunidade.

“É a primeira vez que recebemos algo de um governo. Antes preparávamos refeições uma vez por semana e agora conseguimos fazer duas vezes, além de melhorar a qualidade e a variedade dos alimentos”, relatou.

Outro exemplo é a Associação de Canoagem, Ecologia e Cultura de Eldorado do Sul (ACECEL), que atende famílias de uma das regiões mais afetadas pelas enchentes de 2024. A coordenadora Michele Rodrigues Brandão destaca que a oferta de proteínas animais tem sido um diferencial importante para as famílias atendidas.

Combate à fome e apoio à agricultura familiar

Além de fortalecer a rede de segurança alimentar, a política também gera impacto positivo na agricultura familiar. Os alimentos distribuídos são adquiridos de cooperativas e pequenos produtores rurais gaúchos.

Somente para o programa de repasse aos PPSSAN, foram investidos R$ 20 milhões na compra de produtos da agricultura familiar, beneficiando aproximadamente 660 produtores em 110 municípios do Estado. A estimativa é de um faturamento médio de R$ 28 mil por agricultor participante.

Os recursos utilizados para aquisição dos alimentos são provenientes do Movimento Rio Grande Contra a Fome, uma articulação que reúne o Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas e diversas entidades gaúchas no enfrentamento à insegurança alimentar.

Resultados que seguem avançando

Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Social aponta que mais de 78% dos PPSSAN reconhecidos estão localizados justamente nos municípios com maior risco de insegurança alimentar grave, demonstrando a efetividade da política na chegada dos recursos às regiões que mais necessitam.

Para Beto Fantinel, os números confirmam que o fortalecimento das iniciativas comunitárias é um caminho eficiente para garantir o direito à alimentação.

“Combater a fome exige a união entre poder público e sociedade civil. Ver essa política crescendo, chegando a mais famílias e gerando oportunidades também para a agricultura familiar é a prova de que estamos construindo uma rede de solidariedade e desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, concluiu.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do RS
*Foto de Capa: Eduardo Patron / Sedes RS

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