Partiu Futuro Reconstrução: oportunidade que muda destinos

Jovens do Partiu Futuro posam para foto em frente as ruínas de São Miguel

Nos últimos meses, uma das coisas que mais têm me emocionado é encontrar estudantes participantes do programa Partiu Futuro espalhados pelo Rio Grande. Jovens que estão vivendo a primeira experiência profissional, no mercado formal, com carteira de trabalho assinada, recebendo o primeiro salário, aprendendo uma profissão e começando a enxergar novas possibilidades para o futuro.

Talvez muita gente enxergue apenas um crachá, uma carteira assinada ou um contrato de jovem aprendiz. Eu vejo muito mais do que isso. Vejo oportunidade. Vejo autonomia. Vejo futuro. E talvez eu enxergue dessa forma porque conheço, na pele, o valor que uma oportunidade como esta pode ter na vida de alguém.

Sou filho da agricultura familiar. Cresci em uma cidade pequena, no interior do Rio Grande do Sul. Caminhava quilômetros todos os dias para conseguir estudar. Tinha tudo para ser apenas mais um guri do interior enfrentando dificuldades na vida. Mas fui alcançado por políticas públicas que mudaram meu destino.

Estudei em escola pública. Mais tarde, entrei na universidade pública. E quando fui para a Universidade Federal de Santa Maria, encontrei na Casa do Estudante a possibilidade de conseguir ficar lá e poder estudar. Meu pai não tinha condições de pagar aluguel para mim. Mas alguém, lá atrás, havia pensado naquela política pública. Uma política pública que mudou a minha vida. 

Por isso, quando recebi o convite do governador Eduardo Leite e do vice-governador Gabriel Souza para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social, disse que aceitaria somente se fosse para fazermos algo realmente diferente. Que só faria sentido se fosse para construir programas que realmente impactassem na vida das pessoas. E o Partiu Futuro é exatamente isso.

Depois de mais de 20 anos da Lei da Aprendizagem, pela primeira vez o Estado do Rio Grande do Sul assumiu o protagonismo e ofereceu oportunidade para milhares de jovens terem sua primeira experiência profissional no serviço público, com carteira assinada, qualificação e renda. E mais: a sensação de pertencimento, de autonomia e o fortalecimento da autoestima que isso proporciona. 

Nas duas edições do programa, foram quase 15 mil jovens inscritos. Quase 5 mil foram contratados em todo o Estado. Jovens atingidos pelas enchentes, inscritos no CadÚnico, muitos deles vivendo momentos extremamente difíceis. E, mesmo assim, carregando uma vontade enorme de vencer.

São jovens que representam o melhor do nosso Rio Grande. Uma geração que não desiste. Que acorda cedo, quer trabalhar, quer estudar e construir a própria história. Que entendeu que educação e autonomia são caminhos para um futuro de independência.

Por acreditar nisso que sigo defendendo que a aprendizagem no serviço público se torne política permanente no Rio Grande do Sul. Na Assembleia Legislativa, estou apresentando um projeto de lei para garantir que o Estado tenha, obrigatoriamente, jovens aprendizes em sua estrutura. Oportunidade não pode depender de boa vontade de um governo. Ela precisa virar compromisso de Estado.

Nós ainda temos muitos desafios na reconstrução do Rio Grande pós-eventos climáticos. Mas também temos o desafio de reconstruir sonhos, perspectivas e caminhos para os nossos jovens. Toda vez que encontro um estudante do Partiu Futuro trabalhando, aprendendo, acreditando mais em si mesmo, economizando para realizar seus sonhos ou podendo ajudar em casa, tenho ainda mais certeza de que valeu a pena.

Foto de capa: Brayan Martins / Sedes

Jovens participam de viagem educacional para São Miguel das Missões

Mais de 200 jovens aprendizes do Partiu Futuro Reconstrução participaram, na segunda-feira (18/05), de uma viagem cultural e educativa ao sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, patrimônio histórico reconhecido pela Unesco. A ação é do governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

A atividade, realizada no contexto das comemorações dos 400 anos das Missões Jesuíticas no Estado, teve o objetivo de promover uma experiência educativa, cultural e imersiva para jovens, valorizando a história das Reduções Jesuítico-Guarani, o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e o protagonismo juvenil por meio de atividades formativas e vivenciais.  

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