Em um cenário de dificuldades, os gaúchos aprenderam o verdadeiro significado de reconstrução. Depois das enchentes, com o povo vulnerável, com perdas materiais e afetivas, estradas interrompidas e pontes levadas pela força da água, ficou ainda mais claro que governar é, antes de qualquer coisa, estar ao lado das pessoas quando elas mais precisam. É nisso que acreditamos e é isso que norteia o nosso trabalho.
O Rio Grande acolhe quando age com sensibilidade e senso de urgência. Foi assim quando mobilizamos esforços para garantir segurança alimentar a quem estava desamparado. Em Santa Maria, iniciamos a distribuição de alimentos que assegura quase 22 mil refeições por mês, alcançando mais de cinco mil pessoas em 20 cozinhas coletivas que produzem as refeições e as distribuem para quem precisa. São políticas públicas que garantem dignidade imediata — porque ninguém constrói autonomia com fome. Isso é criar condições concretas para que as pessoas sigam em frente.
O Rio Grande levanta quando entende que investir em saúde vai além de tratar a doença. É promover qualidade de vida e futuro para as famílias. A marca de mil exames realizados na nova Unidade de Hemodinâmica do Hospital Regional de Santa Maria também simboliza investimento e preocupação real com a vida dos gaúchos. A estrutura, viabilizada com investimentos superiores a R$ 6 milhões e fruto da nossa articulação junto ao governo do Estado, tornou-se referência para 32 municípios. Diagnósticos mais rápidos, procedimentos menos invasivos, vidas preservadas.
O Rio Grande caminha quando planeja o desenvolvimento, integra regiões e garante infraestrutura para quem produz. A pavimentação da RS-505, em direção ao distrito de Santa Flora, é um exemplo claro dessa construção coletiva. A obra, viabilizada por meio do Programa de Incentivo ao Acesso Asfáltico, une poder público e iniciativa privada para transformar uma demanda histórica em realidade. O primeiro quilômetro será entregue em março, e um novo trecho já está aprovado. Infraestrutura é oportunidade para a agricultura, logística para a indústria e segurança para as famílias.
Da mesma forma, a reconstrução da ponte sobre o Arroio Grande, na RSC-287, e a recuperação de estruturas atingidas pelas chuvas representam obras de resiliência. Investimentos robustos que elevam o nível das pistas, duplicam acessos e preparam o Estado para enfrentar novos eventos climáticos. São soluções de verdade para esses municípios.
Na Secretaria de Desenvolvimento Social, compreendemos que acolhimento e autonomia não precisam divergir pois são etapas do mesmo processo. O Estado estende a mão e depois cria condições para que cada cidadão trilhe o próprio caminho. Segurança alimentar, acesso à saúde, infraestrutura e desenvolvimento regional formam um mesmo ciclo de cuidado e crescimento.
O Rio Grande que acolhe é o que protege. O que levanta é o que investe. E o que caminha é o que acredita na força da sua gente. Com esse espírito a gente segue trabalhando. Perto das comunidades, atentos às urgências e comprometidos com um futuro mais justo, resiliente e próspero para os gaúchos.
Artigo publicado no jornal Diário de Santa Maria em 03 de março de 2026.





