No dia 7 de dezembro, celebramos o Dia Nacional da Assistência Social. A data nos convida a reconhecer a força de uma política pública que protege, ampara e garante direitos. Este ano, essa reflexão ganha ainda mais significado no Rio Grande do Sul. Depois das enchentes de 2024, vivemos o maior desafio social da nossa história recente. O que enfrentamos não foi apenas uma crise climática, mas uma ruptura profunda na vida de milhares de famílias. Isso exigiu mais do que respostas emergenciais. Exigiu reconstruir o olhar sobre a política social.
Desde o primeiro momento, nossa missão foi acolher. Estruturamos abrigos, garantimos renda emergencial e alternativas de moradia a quem perdeu tudo. Programas como Volta Por Cima, Aluguel Social e Cuidar Tchê 60+ levaram dignidade imediata às famílias. Acolher significa estar presente quando as pessoas mais precisam, com ação rápida e responsabilidade pública.
A Assistência Social que hoje celebramos esteve no centro desse esforço. Modernizamos e fortalecemos o cofinanciamento estadual, ampliando ano após ano o repasse aos municípios. Em 2025, alcançamos a marca histórica de R$ 25 milhões, um crescimento de 125% em relação a 2023. Esse investimento permitiu que prefeituras de todas as regiões se estruturassem melhor para atender sua população com qualidade, sensibilidade e técnica.
O acolhimento é apenas o começo. O segundo passo é levantar. O Rio Grande começou a se levantar com oportunidades reais. Criamos políticas que devolvem autonomia e futuro. O Partiu Futuro abriu vagas de aprendizagem e qualificação com carteira assinada para milhares de jovens. O Emancipa Família Gaúcha garantiu formação profissional e um kit completo de trabalho a mais de 2 mil pessoas em situação de vulnerabilidade, permitindo que começassem a trabalhar de forma imediata. Para as pessoas idosas, fortalecemos uma rede de cuidado com Centros de Convivência e Centros Dia.
Em cada etapa da vida, buscamos criar pontes. Política social não é sobre dependência, mas sobre oportunidade. Outra importante iniciativa, a Escola de Desenvolvimento Social capacitou em 2025 mais de 12 mil pessoas em mais de 74 municípios sede, promovendo mais de 200 ações formativas em todo o Rio Grande do Sul. As capacitações ocorreram em formatos presencial, online e híbrido, e abordaram temas como Cadastro Único e Bolsa Família, Primeira Infância, Gestão Financeira, Segurança Alimentar, Família Gaúcha, Consulta Popular e Educação Permanente.
Os resultados de todo esse trabalho já aparecem. Hoje o Rio Grande do Sul registra o menor índice de extrema pobreza do Brasil e consolida um modelo de gestão social que une acolhimento, proteção e geração de renda. É uma política pública que olha o ser humano em sua integralidade, da primeira infância até a pessoa idosa.
E seguimos avançando. Em 2026, 254 municípios gaúchos terão novos ou reformados equipamentos da assistência social, resultado de um investimento inédito de mais de R$ 90 milhões para estruturar CRAS, CREAS, Centros POP e abrigos institucionais. Isso significa ambientes mais adequados, colhedores e dignos para a população e para os trabalhadores que fazem a assistência social acontecer todos os dias.
Acredito profundamente em um Rio Grande que acolhe, levanta e caminha. Que acolhe nas dificuldades, levanta com oportunidades e caminha com dignidade. Esse é o trabalho que temos conduzido no governo Eduardo Leite e Gabriel Souza. Construir um Estado que olha para as pessoas, que protege, que devolve esperança e que garante que ninguém fique para trás.





