Educação, inovação e o futuro que começa agora

O início de julho marcou um momento emblemático e especial para o Rio Grande do Sul e Santa Maria: o início das obras de recuperação do Instituto de Educação Olavo Bilac. A autorização dada pela Secretaria de Obras Públicas do governo do Estado para o restauro dos prédios históricos da escola é mais do que uma ação de infraestrutura: é um gesto simbólico e prático de valorização da educação como pilar de transformação. 

Com investimento de R$ 6,4 milhões, o projeto vai recuperar os blocos tombados do Instituto, onde funcionam as salas de aula, o salão de eventos, o museu e a área administrativa. São prédios que fazem parte da memória da cidade e da identidade de gerações. Em 2026, o Olavo Bilac completará 125 anos. Preservar esse patrimônio é, também, garantir que ele continue sendo um espaço vivo, moderno e acolhedor para os mais de 1.200 estudantes que passam por lá todos os dias. 

Desde 2023, o governo do Estado já investiu mais de R$ 20 milhões na recuperação de escolas da Região Central. Só em Santa Maria, foram quase R$ 16 milhões. E isso só está sendo possível diante de uma decisão do governador Eduardo Leite: a educação é uma prioridade de gestão. E isso vai além de recuperar estruturas físicas. É modernizar o ambiente de ensino. 

Quando fui presidente da Comissão de Educação na Assembleia Legislativa, comecei a defender uma visão mais ampla sobre o que significa investir em escolas. Evidente que é imprescindível que as escolas sejam locais físicos seguros e acolhedores. Contudo, é preciso olhar além. A educação do presente e do futuro exige inovação, tecnologia e metodologias que falem a linguagem das novas gerações.

Eu lembro, quando era criança, o quanto me parecia entediante estudar com um quadro verde e o giz fazendo poeira. Naquele tempo, o aluno precisava aprender a responder. Hoje, com a presença da inteligência artificial e o avanço das tecnologias, estamos sendo desafiados a aprender a perguntar, buscar, investigar, refletir. Mais do que responder, aprender a pensar. E para que isso aconteça, o ambiente escolar precisa ser um espaço estimulante, conectado, criativo. 

Digitalizar, inovar e transformar não significa abandonar o que é tradicional ou histórico. Significa fazer o passado e o futuro caminharem juntos. Restaurar o Olavo Bilac é também valorizar a autoestima de uma comunidade escolar inteira, preservar um símbolo cultural e mostrar que podemos honrar o legado olhando para frente. 

Em todas as áreas da nossa vida estamos aprendendo a conviver com a tecnologia. Na educação, esse movimento precisa ser liderado com coragem e sensibilidade. Um governo que investe na escola, que respeita os professores, que escuta os estudantes e que estimula o aprendizado significativo está construindo uma sociedade mais justa, preparada e próspera. 

Santa Maria, como polo regional e universitário, tem um papel estratégico na formação das novas gerações. A recuperação do Olavo Bilac é só uma parte de um plano mais amplo. Um plano que aposta no conhecimento, no afeto e na capacidade de sonhar e realizar. 

O futuro da educação não é só uma pauta de gestores públicos. É o caminho de desenvolvimento de toda a sociedade. E ele começa agora, com cada tijolo, com cada aula, com cada nova pergunta que somos capazes de fazer.

Coluna publicada no jornal Diário de Santa Maria

Foto: Fredy Vieira

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